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Que tal morar num lugar com segurança, qualidade de vida, opções culturais e de lazer, boas possibilidades de trabalho, educação e cobertura de saúde? Estas são as credenciais de Quebec, uma Província do Canadá. A região onde se fala francês no país está fazendo um esforço internacional para atrair – sim, atrair – imigrantes, ao contrário de outros países desenvolvidos nos quais a recepção a trabalhadores estrangeiros vem se tornando a cada dia mais hostil.
Os profissionais de nível universitário mais procurados são os engenheiros, químicos, estatísticos e enfermeiros, de preferência com até 35 anos de idade. Formados em administração, contabilidade ou direito também têm boas chances.
Bianca Tomazelli, de 31 anos, é programadora especializada em Oracle, e trabalha em uma consultoria no Canadá que tem como cliente a prefeitura de Montreal. “Sempre tive vontade de morar fora, conhecer outra cultura, falar outra língua, mas minha primeira ideia foi ir para os Estados Unidos” diz Bianca. “Como tive informações de que lá não poderia viver de forma legal, desisti e busquei outros lugares que aceitassem imigrantes legais, então eu e meu marido decidimos tentar o Canadá pelas vantagens e facilidades do processo de imigração”, completa.
Um dos maiores atrativos de Quebec, talvez único no mundo, é que após três anos de visto de trabalho, o imigrante tem acesso à cidadania plena canadense, com passaporte daquele país, direito estendido a todos os membros da família.
Crianças são bem-vindas
Quebec tem uma população pequena e a economia cresce a um ritmo considerado forte para regiões já consolidadas. O resultado é que falta mão de obra em algumas especializações. E também faltam, sobretudo, crianças. “A Província incentiva a ida de famílias completas, de preferência com filhos”, diz a diretora do Escritório de Imigração de Quebec em São Paulo, Soraia Tandel. O escritório de São Paulo foi aberto há dois anos, já que o Brasil foi considerado prioritário para a oferta de imigrantes. Existem outros seis escritórios como este no mundo, que ajudam a selecionar 50 mil pessoas por ano. Cerca de mil imigrantes são enviados por meio do escritório brasileiro.
Há uma escala de pontuação sobre os interessados em emigrar, que relaciona idade, áreas de atuação, formação e experiência profissional. Uma das exigências é o conhecimento de francês, já que Quebec tem uma preocupação em manter vivo o idioma numa região cercada de canadenses que falam inglês e de norte-americanos (Montreal, a capital de 2,5 milhões de habitantes, fica a apenas uma hora de viagem de Nova York).
No entanto é possível emigrar com um conhecimento intermediário da língua e depois se aprimorar. O Escritório tem convênios com a Aliança Francesa e o Senac-SP, que permite o reembolso parcial das aulas de francês – e também uma bolsa para continuar estudando no Canadá.
O site do Escritório de São Paulo (www.imigracao-quebec.ca) mantém um formulário para que os interessados possam fazer um teste de aceitabilidade, antes de procurarem um pedido formal de imigração. “Com essa ferramenta a pessoa já percebe se terá chances antes de procurar o serviço, o que resulta em menos de 10% de pedidos rejeitados”, diz Soraia.
Outra possibilidade oferecida pelo governo da Província é permitir ao imigrante que saia do país e depois regresse. Num período de cinco anos, basta comprovar a moradia por dois anos no Canadá para que o processo permaneça válido. “O frio sempre é um período mais inconveniente, até pelo fato de ser longo”, conta Bianca, “mas, como a maioria do povo daqui, tiramos umas semaninhas de férias para quebrar o inverno e ir pra um lugar mais quente; nossa preferência é uma boa praia”, diz a profissional de TI.
A programadora mantém um blog (http://iasdmontreal.blogspot.com) no qual relata suas experiências profissionais e familiares em Montreal, e também participa das atividades de uma igreja que ajuda os brasileiros que chegam por lá a se adaptar com mais facilidade.
fonte: CanalRH - www.canalrh.com.br


